Informativos 40 anos do HU: Homenagem aos Ex-Diretores

40 anos do HU: Homenagem aos Ex-Diretores

O primeiro transplante de rim do Paraná foi feito em 1973

Lucio Tedesco Marchese: "Ficávamos 50% na cadeira e 50% circulando pelo hospital, conversando com docentes, pacientes e servidores, em cada ponto de estrangulamento do HU".

O HU funcionou nesse prédio de 1º de agosto de 1971 a dezembro de 1975. Desde o início estabeleceu-se um casamento perfeito entre o curso de Medicina com o Hospital. Os cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia e Odontologia juntaram-se à família, cada um no seu tempo, o HU se transformando em um grande campo de aulas práticas e aprendizado dos cursos de graduação e pós-graduação do CCS.

"O Hospital começou com 39 leitos e, em processo de rápida expansão, em um ano já tinha ampliado sua capacidade para 150 leitos, atendendo inicialmente ao serviço de Pronto Socorro Municipal. Foi importante o fato de que o reitor da Universidade e o prefeito da época, Ascêncio Garcia Lopes e Dalton Paranaguá, serem também médicos. Tinham mais sensibilidade em relação ao Hospital Universitário", comenta o médico Lucio Tedesco Marchese, segundo superintendente do HU (gestão 1972-74).

 Segundo Tedesco, que também foi um dos criadores do hospital-escola, as primeiras providências foram de adequações no novo prédio, o Centro Cirúrgico dói reformado e a primeira UTI da cidade foi criada. As unidades deram suporte para o primeiro transplante de rim do Paraná, em 1973, iniciando uma serie de procedimentos inéditos que vem consagrando o HU de Londrina.

"Na época, fizemos uma estrutura interna de alvenaria dentro de um barracão de madeira para procedimentos cirúrgicos, com respirador, revestimentos apropriados e com aquisição de materiais cirúrgicos para transplantes, tudo autorizado pelo reitor", relata.

Ainda no primeiro prédio do HU, as primeiras residências médicas foram implantadas. "Primeiro em Cirurgia Geral, depois em Urologia, Cirurgia Pediátrica e Clínica Médica. Desenvolvíamos função didática muito boa, com movimento muito grande. Tanto é que quem concluía residência no HU estava preparado para residência em qualquer outro hospital, com praticamente 100 por cento de aprovação. Com isso, o curso de Medicina da UEL já era classificado na época entre os cinco melhores do País", ressalta Marchese.

"Na época da criação, muita gente dizia que o HU seria encargo para UEL. Aconteceu exatamente o contrário, foi o HU que ajudava a Universidade financeiramente", comenta.